90% dos Evangélicos ganham benefícios
Entre Estado, religião e liberdade individual existe uma linha que define o futuro de um país. E o Brasil precisa decidir de que lado quer estar.
PhD Bertoncello
2/9/20263 min ler


No sábado, dia 7 de fevereiro, no aniversário do PT, em um evento em Salvador, o presidente Lula afirmou que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo” e, por isso, o PT deveria se aproximar dos evangélicos. Vamos aqui compreender se a afirmação é correta, o que o governo Lula representa, quem são os evangélicos, o que é um benefício e por que eles existem e, no final, vou definir minha opinião sobre a fala do presidente Lula.
Aquele que estava criticando os evangélicos ou sua distância de quem os “ajuda” tem como princípio que o Estado está acima da moral religiosa, tem uma agenda de costumes progressista, particularmente nos costumes que invadem a privacidade de cada indivíduo, tentando determinar e empurrar comportamentos e diversidade sexual, ao mesmo tempo que oprime quem trabalha com uma visão crítica do capitalismo e busca criar uma política coletivista que afasta os filhos dos pais.
Apesar de não ser evangélico, coloco aqui minha interpretação com base em Max Weber e em amigos evangélicos. Observo a vocação do indivíduo pela construção do seu futuro, a visão ética do mérito e da disciplina; esse fato reflete a ordem básica das famílias, que têm como autoridade máxima a vontade de Deus. Ele deseja a prosperidade para seus filhos e, quando ela acontece, é um sinal da ordem moral que prevalece no lar dos evangélicos e daqueles que agradam a Deus. Para quantificar, no Brasil temos aproximadamente 26% da população evangélica, ou cerca de 47 milhões de pessoas.
Quais são os benefícios de que o Lula tanto fala? O mais famoso é o Bolsa Família, mas ele inclui neste pacote o BPC, que é um direito, não um auxílio; o Auxílio Gás; o Pé-de-Meia, o mais maléfico benefício, que já vicia o cidadão desde o início; mas há também o Minha Casa Minha Vida, a Farmácia Popular, a Tarifa Social de energia e assim por diante. A grande verdade é que temos 68 milhões de brasileiros beneficiados de alguma forma e 39 milhões de carteiras assinadas.
Mas para que um benefício deve existir? Para Marshall, a economia tem que ser um sistema onde o bem-estar social, a produtividade e a estabilidade de mercado caminham juntos. Em outras palavras, em alguns casos ele é necessário, principalmente para a recuperação econômica, como no caso de uma guerra.
Vamos fechar esta guerra de narrativas. Para efeito de comparação, vou pegar os dados do IBGE e separar três públicos em milhões de pessoas: católicos, evangélicos e outros, e observar onde eles estão na pirâmide social, para assim poder ver se “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo”.
Segundo o IBGE e o governo Lula, 68 milhões de brasileiros recebem benefícios. Nas classes D e E, aquelas que recebem benefícios, 31 milhões são católicos, 26 milhões são evangélicos e 11 milhões são de outras religiões. O Lula não sabe porcentagem, é preconceituoso e, aqui, dou minha opinião: os benefícios atuais escravizam e destroem o futuro dos brasileiros mais pobres; concomitantemente, são importantíssimos para o presente. Cabe ao poder público criar formas de facilitar o acúmulo de riqueza da população.
E finalizo de forma muito clara: a afirmação do Lula, mais uma vez, é uma mentira e, mesmo que fosse verdade, uma pessoa com caráter não está à venda. Mesmo que ela dependa do Estado para comer, deve estar com a consciência tranquila em não concordar com o Estado e não deve deixar de seguir aquilo em que acredita e pensa.


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