Por que Cuba esta sem luz há 3 dias ?

Cuba é o retrato do que acontece quando governos ignoram o sistema de preços. A pergunta agora é: o Brasil está caminhando na mesma direção?

3/9/20262 min ler

A pergunta está errada, afinal, no último temporal alguns lugares de São Paulo ficaram sem luz por cinco dias. Em 2021, no Texas, tivemos um apagão de 72 horas. Em 2012, tivemos na Índia o maior blackout da história, com aproximadamente 620 milhões de pessoas sem energia elétrica por três dias também. E, para aqueles com mais memória, em 1999 o Brasil teve um apagão e algumas regiões ficaram até cinco dias sem energia elétrica.

O ponto é por que a ilha cubana vai continuar sem energia elétrica sem uma ajuda externa. Afinal, nos exemplos acima, cada lugar ou país realizou movimentos para resolver seus próprios problemas. A resposta é que não existe capacidade física, intelectual ou financeira para resolver o problema. Cuba está destruída em pedaços, empreendedores fugiram do país, jovens fugiram também, e o capital privado é inexistente sem a presença do governo corrupto.

Para compreender o mal que o regime cubano fez à sua população, a ilha tinha, até o colapso da União Soviética em 1991, aproximadamente 12 milhões de habitantes. Hoje, se os dados forem verdadeiros, Cuba tem perto de 10,5 milhões, com aproximadamente 22% da população com mais de 60 anos. É o país mais envelhecido das Américas! Por que duvido dos dados cubanos? Simples: segundo o seu governo, Cuba tem uma renda per capita de USD 9.000 por ano, mas, segundo o Banco Mundial, o salário médio mensal de Cuba é de USD 30, ou USD 360 por ano.

Ao mesmo tempo, temos aproximadamente 2,4 milhões de cubanos vivendo nos Estados Unidos, com um salário médio perto de USD 3.000 por mês, ou USD 36 mil por ano. Em outras palavras, o que um cubano ganha nos Estados Unidos em um ano, seus compatriotas em Cuba ganhariam em 100 anos.

Vamos ao erro: Cuba continuará presa ao fracasso enquanto acreditar que um pequeno grupo de planejadores pode substituir o conhecimento disperso de milhões de indivíduos; sem o sistema de preços livres que coordena essa informação, a economia inevitavelmente tropeça na escassez, na ineficiência e na estagnação, exatamente como Hayek previu para todas as economias centralmente planejadas.

Agora que sabemos do erro cubano, terminamos o pensamento refletindo sobre os possíveis erros brasileiros com relação a Cuba e ao sistema de preços livres. O Brasil está ficando cada vez mais isolado nas Américas. No último dia 7 de março, 12 países assinaram um acordo com os Estados Unidos para proteção e cooperação, enquanto Brasil, México, Colômbia, Venezuela e Cuba não participaram. Ao mesmo tempo, o presidente Lula insiste em dizer que o Brasil deve ajudar o povo cubano, leia-se o regime ditatorial de Cuba.

Pior que o isolamento político seria insistir e ignorar o sistema de preços do mercado internacional e continuar planejando, por meio da Petrobras, o controle de preços dos combustíveis aqui no Brasil. O resultado seria um apagão planejado, seja por meio de um prejuízo recorde da estatal, seja pela ausência de combustível, o que traria instabilidade e insegurança para todo o mercado de logística no Brasil. Veremos muito em breve o desdobramento de mais este capítulo.